terça-feira, fevereiro 24, 2009

Eu...


Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo p'ra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

(Florbela Espanca, in Livro de Mágoas)

sábado, janeiro 31, 2009

Provar pontos de vista

Há que reconhecer determinação!

Algumas pessoas dão tudo por tudo para mostrar o seu valor, a sua capacidade, até onde podem ir. Já não é novidade e por isso não surpreende.

Também há os que fazem o óbvio e menos óbvio para darem tudo o que têm.
Oferecem flores, perdoam, dão-se a si próprios, compram guerras com a família, vão até onde o amor, ou a luta por ele, os levar. Mas as juras, a disponibilidade incondicional, e o sonho partilhado nada têm face à nova técnica de provar pontos de vista.

A nova técnica é completamente revolucionária pela surpresa de abordagens.
Ao contrário do habitual, a nova estratégia baseia-se no vazio; na ausência; no silêncio; no nada.
Esta nova técnica não responde às perguntas; foge às tentativas de aproximação; nega a evidência que todos vêem; evapora-se no espaço e no tempo.

A eficácia de aplicação é a maior virtude desta novidade.
Não se trata de eficácia de resultados mas de realização.
No fundo, o estratega que idealizou este novo método só pode "controlar" a realização.
Por esta altura está no seu "esconderijo" confiante no sucesso da sua operação meticulosamente planeada.

Conseguiu remeter-se ao silêncio; conseguiu desaparecer dos locais habituais; conseguiu criar uma barreira invisível à sua volta.
Está quase 100% convicto, não só, de que estava certo na sua argumentação, mas também, de que o seu plano era perfeito e resultou.

Acredita que foi ele que ditou o fim.
Acredita no poder da SUA decisão.
Acredita em tudo isso, porque não conheceu ainda a realidade maior.

Mas se é de pontos de vista que se trata, também eu lhe irei provar que a verdade é só uma.
Por mais que se fuja; por mais que se esconda; por mais que se mascare atrás das carantonhas mais feias, da traição, da infidelidade ou do fracasso, a verdade que sempre defendi e de que esse estratega ousou fugir vencerá no momento final.

Tal estratega frágil e amendrontado verá, por uma vez que seja, que a verdadeira força e o real poder vêm de uma só coisa: o amor.

O estratega perceberá, por fim e um dia, que só isso, só o amor incondicional que o assusta, só ele justifica, alimenta e encoraja cada dia que nasce.

Perceberás estratega que é isso que faz com que, apesar das fugas, das recusas, das traições, dos sonhos moribundos e da ausência silenciosa a que me entregaste, continue aqui firme no propósito de te provar uma só coisa: que o amor vale a pena!!!

Vale a pena toda a solidão e o sofrimento, toda a ausência e o abandono para te esperar e dizer, um dia, que está tudo bem; que só importa que estejas bem, aqui ao pé, do outro lado da montanha ou do oceano.

Quando o meu ponto de vista estiver provado perceberás que não havia motivos para fugir.
A questão era partilhar não separar!

Força estratega!

sábado, janeiro 17, 2009

À procura de Afonso Tiago

O Afonso Tiago é cunhado do meu irmão, tem 27 anos e estava a trabalhar em Berlim. Desapareceu no dia 10 de Janeiro e ainda não há qualquer pista sobre o seu paradeiro.

Porque pode acontecer a qualquer um de nós, peço-vos que ajudem a divulgar esta notícia e que peçam a amigos que tenham fora de Portugal para ajudarem, dentro das suas limitações, a encontrar o Afonso.

Há blogue para divulgar todas as informações reunidas sobre o desaparecimento do Afonso:
Bem hajam!


Algumas notícias divulgadas na imprensa portuguesa:




terça-feira, abril 08, 2008

Foi Feitiço - Andre Sardet

Às vezes já outros disseram o que nós sentimos...

"Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite
me guia de dia e seduz

Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo
ir ao fim do mundo e voltar

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço!
O que é que me deu?
para gostar tanto assim
de alguém como tu

Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo
Um olhar em segredo
Só para eu te abraçar

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço!
O que é que me deu?
para gostar tanto assim
de alguém como tu

O primeiro impulso é sempre o mais justo
É mais verdadeiro
E o primeiro susto
Dá voltas e voltas
Na volta redonda de um beijo profundo

Eu... Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço!
O que é que me deu?
para gostar tanto assim
de alguém como tu

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço!
O que é que me deu?
para gostar tanto assim
de alguém como tu"

quarta-feira, março 26, 2008

Onde é a estrada certa?

Quase 6 anos e meio depois constato mais uma vez o óbvio, desde sempre.
Não há trabalho, nem trauma, nem cansaço... que justifiquem o desinteresse de estar com alguém que te deseja e que te quer.

Há certamente muita persistência, minha, muita esperança vã... e se calhar até fé num milagre que jamais vai acontecer.

Gostava de saber como desligar.
Gostava de saber como esquecer.
Gostava de saber não ser assim.

Com o passar do tempo, com os anos, a única coisa que obtive foi mais consciência dessas minhas fraquezas. Da minha incapacidade de dizer basta!, de pôr um ponto final numa história que não existiu.

Mas também a consciência de que nada faz sentido sem as pessoas vem com o tempo, e por isso não consigo e não posso desistir.

Mais uma vez não sei o que fazer. Mais uma vez a mesma encruzilhada.

Não quero continuar a deixar que me magoes com uma ausência tão crónica e tão característica, mas é muito difícil parar e fazer-te parar.

Provavelmente não vai ser esta a última vez.
Ou talvez seja...
Antes havia um ponto de encontro, uma razão para estarmos juntos ainda que só pelo tempo necessário.
E agora?
Ainda existe essa razão? Essa força de atracção também morreu?

Onde é a estrada certa?
Não estará já na hora de a encontrar?

segunda-feira, março 10, 2008

Certezas?

Irrita-me que haja sempre alguém com uma opinião a dar sobre a vida dos outros, sobre as opções das pessoas, sobre aquilo que não escolhemos e, sobretudo, sobre o que não depende de nós mudar. Quando sou eu ou a minha vida o alvo, nem sempre reajo da forma mais racional e equilibrada.


Decidir nunca me foi fácil, principalmente porque sempre me foi incutida a necessidade de decidir com certeza e convicção, e também por uma instabilidade que me leva sempre a quer caminhar mais um passo.


Certezas tenho poucas.

Tenho a certeza de que quero viver para construir qualquer coisa, para deixar uma marca, para contribuir com qualquer coisa boa para o mundo.

Tenho a certeza de que não quero magoar ninguém e que quero fazer tudo para que quem me rodeia seja muito feliz!


E que mais certezas tenho? Que certezas sobre a vida?

Acho que são poucas as coisas que tenho como certas nesta vida...

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Doce e amargo

Doce e amargo são as sensações que mais experimento simultaneamente em tudo.
No trabalho, na vida pessoal, na família, com os amigos e até no lazer...

Espero tudo e mais alguma coisa de uma situação e depois despenco lá para baixo porque nunca nada é como esperei.
Procurar mais de 30 pessoas e ser bem acolhida por todas fez com que as expectavtivas subissem sem limite.

Agora, em contagem decrescente, começam as verdadeiras reacções a surgir. Os medos de quem não se quer mostrar, os receios de quem teme a exposição e o pavor do julgamento e da comparação.

É bem verdade que a maioria continua com a mesma vontade e prazer no reencontro, mas não é o geral que me move, antes cada indivíduo por si só.

Pensar que algumas pessoas possam não estar em sintonia comigo é natural. Mas se o sonho foi construído com todos e cada um, cada um dos que não estiverem presentes será uma nuvem negra a pairar no horizonte.

Bem sei que a mágoa é compensada pela vontade dos que de mais longe não podem vir, mas estarão presentes em amizade, partilha e pensamento. Mas nem por isso consigo evitar as quedas às profundezas de sentimentos mais escuros e tristes.

Tenho muito medo do que possa acontecer.
Medo de baralhar emoções e sentimentos e de, na hora H, acabar por trocar tudo mostrando a mágoa a quem traz a alegria e, por causa do desinteresse de poucos, estragar a felicidade de todos.

E se o fizer, quem irá compreender?
Quantos irão julgar sem perguntar?

Quanto maior é a espera, maior é a vontade de que tudo corra a 500%, ou mais, e a decepção é inevitável.

Desculpem-me pelo pessimismo, pela euforia desmedida que acaba em desespero.
Desculpem se disse palavras que não combinavam com o momento, com a ligeireza do discurso e com a futilidade da conteúdo. Mas a ansiedade domina-me sempre.

Esta luta constante entre o máximo e o mínimo, entre o tudo e o nada é-me muito característica, mas vocês não têm de adivinhar nem de compreender.

Já sinto a vergonha.
Vergonha de chorar porque já não posso conter mais emoção, vergonha de a saudade parecer lamechice.
Vergonha de encontrar todos os que a espera me fez imaginar.
Já não são as crianças de 79 que vou olhar nos olhos, mas os homens e as mulheres que em 2008 vão reconhecer à distância a minha fraqueza, o medo e a vergonha.

Será que a tormenta que hoje não me abandona tem a ver comigo e não com eles?
Será isto o arrepio dos últimos instantes de desconhecido?
E se esta expectativa desmesurada destruir toda a magia que cresceu até agora?

Corro o risco de não aproveitar a vossa presença por razões tão menores, mas é assim que eu sou. Um aglomerado de dúvidas, sentimentos e sensações que se baralham a cada instante.

Talvez convosco o equilíbrio, que busco, surja naturalmente, entre risos e abraços, pelas memórias doces e com os planos ambiciosos.

Mesmo que me possa contradizer no momento, estar convosco e saborear-vos é tudo o que mais quero neste momento e o que de melhor poderia acontecer no meu mundo!

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Louquidão é...

Hoje ouvi esta palavra pela primeira vez. Achei que era a primeira vez, mas algum tempo depois reconheci-a distribuída por uma série de outras palavras.

Louquidão estava em loucura. A loucura que tenho sentido nos últimos tempos e que me faz chorar e rir e escrever e amar cada um dos meus novos velhos amigos!

Louquidão está no calor da voz que me prendeu e não me soltou desde aquele Outubro distante...

Louquidão é força harmoniosa. É a força do violoncelo baixo, sempre presente a sussurrar, e a harmonia do piano e do violino que te prendeu.

Louquidão é riso e gargalhada do brincalhão que tem sempre qualquer coisa para te dizer e animar.

Louquidão tem vida, mas também tem o lado negro da escuridão que surge na mente a cada tropeço, a cada percalço, a cada fracasso.

Louquidão é como o mar imenso, como se não tivesse fim; vai durar para sempre como o Sol!

Louquidão também é silêncio. Silêncio de palavras pensadas. Pensamentos que tivemos juntos, mas que não partilhámos nem ao som do piano.

Louquidão seria cumprir as promessas feitas, as ameaças escritas, porque não mais estaríamos em louquidão.

Louquidão é para mim, hoje, a vida que passou silenciosa e invisível e que só agora senti.

Louquidão é a necessidade sôfrega de vos absorver para recuperar o que não vivemos juntos.

Louquidão é o desejo de vos abraçar a todos e a cada um.

Louquidão é o abraço que te devo e por que anseio desde o primeiro dia.

Louquidão é a sensação mais fantástica que senti na vida e que aumenta a cada instante.

Louquidão é o escorrer das lágrimas que não consigo conter quando penso no que éramos e no que nos tornámos.

No fundo, louquidão são todas as palavras que vagueiam na minha alma à procura do momento certo para serem ditas.

Louquidão é o que de melhor me aconteceu nos últimos tempos!



(13 de Fevereiro de 2008)

domingo, janeiro 20, 2008

Estou carente...

Estou triste, um pouco desanimada e com uma ligeira dor de cabeça...
Não tenho forças para fazer nada.
O que mais desejo é desaparecer por algum tempo.
Ideial seria acordar e tudo estar como tanto desejo... e ele a meu lado!

Será ilusão?!

Meto-me no carro e rumo em direcção à única pessoa que me pode acarinhar neste momento; sem pedir nada em troca.

O trânsito demora-me. "Deve ter havido jogo aqui..."
São quase 19h e nunca mais chego. Estou ansiosa por um abraço e tantos, tantos carinhos...
Azelhas e obras!!!, tudo para atrasar.

Finalmente, consigo chegar ao último obstáculo, o semáforo, e está vermelho...

Mais uns minutos...
Hoje há estacionamento!
O elevador demora, mas lá vem e a subida até ao 5.º andar é um instante.
Toco.
A porta abre-se.

"- Quem é?
- Não sei... de quem estavas à espera?
...
- Tia Maneeeeeela!!!!!!!!"

Foi o melhor doce para a minha angústia.
Um abraço, tantos e tantos beijinhos.
E depois... um jogo, muitos desenhos, histórias, vestir os bonecos...
Tanta atenção e carinho!

Afinal era só disso que eu precisava!

segunda-feira, janeiro 14, 2008

O recorrente temporal da minha alma

É como um dia escuro, com nuvens espessas, pesadas sobre o horizonte.

Sabes que o frenesim não pára mas tu hoje estás anestesiada.


Os pensamentos escuros pesam-te na cabeça e provocam gotas de chuva que te correm pelo rosto.


É certo que o que sentes hoje não é novo e vai passar, mas há-de voltar outra e outra vez... sempre que sentires a distância do amor, a frieza do silêncio e o vazio daquelas palavras. Aquelas que nunca ouviste e que talvez por isso nunca tenhas conseguido dizer, com o olhar no olhar.


"Amo-te! Estou do teu lado!"


São só palavras, mas iriam afugentar as nuvens do meu horizonte e enxugar a chuva dos meus olhos, que tu jamais sentiste.


Beijo

sábado, agosto 12, 2006

O que significa conhecer as pessoas?

Às vezes fico surpresa comigo mesma porque sou capaz de ver mais do que eu própria poderia imaginar. Não estou a pensar em ver "coisas" mas sim ver as pessoas como elas são.

Em tempos já lá muito atrás, nunca pensei chegar a ter a capacidade de prever o que as pessoas vão fazer.
É claro que não estou a falar de toda as pessoas ou de quaisquer pessoas... Estou a referir-me a pessoas que me são muito importantes e queridas.
Aquelas em que pensamos quando estamos contentes com alguma coisa nova que conseguimos fazer ou então quando, pelo contrário, precisamos de colo e do abraço delas para nos acalmar.

Tudo isso é muito romântico (o que quer que isso queira dizer...) mas estou a pensar em alguém muito concreto.
Estou a pensar em alguém que conheço melhor do que eu poderia imaginar, ao ponto de já não me surpreender com aquilo que essa pessoa faz. Ou melhor, com aquilo que ela acaba por não fazer.

Parece-me quase como quando estamos a dizer alto uma coisa a ver se nos convencemos a nós próprios. Sim porque nós próprios somos sempre os mais difíceis de convencer e de conhecer.

Estou espantada comigo porque afinal não fiquei desiludida, não fiquei triste e confirmei aquilo que pensava: pelo menos de pessoas entendo (principalmente das que mais amo)!

Com mais ou menos sofrimento eu sei esperar...

terça-feira, julho 25, 2006

Estilo?!?!?!?

Muitas vezes me questiono sobre onde termina o estilo e começa o erro...
Mas há vontades pessoais que não podem ser contrariadas só porque são pessoais.
Quanto a isso dá-me às vezes vontade de perguntar porque vinga a vontade de quem domina e não a vontade de quem sabe...

Novos e melhores dias virão!

segunda-feira, maio 15, 2006

Incompetência

Até à data sempre senti orgulho por nunca ter de abandonar os meus princípios e a verdade para poder chegar ao meu objectivo.

Com mais ou menos amargos de boca, sempre consegui fazer ouvir a minha voz ou pelo menos consegui que as pessoas reconhecessem que, embora a minha opinião não coincidisse com a delas, era uma opinião como outra qualquer.

Neste momento estou na eminência de pôr a minha precária situação profissional em risco exactamente porque não vou abdicar de minha integridade nem da minha frontalidade para que vençam os incompetentes e os cobardes.

Não vou pactuar com aquilo que sempre abominei, nem baixar a cabeça para esconder a vergonha de o fazer.

Fome certamente não passarei enquanto tiver duas mãos e força para trabalhar!

É maior a decepção para os que acreditam nas pessoas e no mundo!

segunda-feira, abril 03, 2006

De volta a casa

Depois do sufoco de Leipzig e da hesitação de apresentar ou não apresentar a comunicação, estou de volta ao ponto de partida.

Mas nada mudou...

O sufoco e a hesitação passaram, é certo, mas os motivos de stresse e desânimo continuam bem activos e próximos.

As questões agora são:
  • Continuar ou parar com tudo?
  • Começar de novo?
  • Viver ou sobreviver?
Nada do que me espera no caminho já iniciado tem muito a ver comigo.
O desejo maior é deixar para trás tudo o que possa significar opressão e controlo exterior, mas isso exige uma força que não existe cá dentro.

Falta o apoio de alguém próximo...

Mas até esse alguém já não é próximo, apenas ausente...

Bijuterias...

Uma das coisas que mais ajuda a relaxar e a "limpar" a mente é o trabalho manual. Não me estou a referir a lavar a louça, aspirar ou arrumar a casa. Refiro-me antes a actividades criativas. Deixo-vos algumas fotos do que fiz em momentos desses...












sábado, março 11, 2006

On the left periphery of DP – Evidence from possessives (Abstract selected for LESCOL 2006, Leipzig)

(cf. Program at: http://lingweb.eva.mpg.de/LSSLD/files/lescol.htm)

1. Introduction
Following the DP analysis proposed by several authors (Szabolcsi (1983), (1987), Abney (1987), Valois (1991), Giorgi & Longobardi (1991), Cinque (1994), Longobardi (1994), among others) and the proposals for the architecture of the left periphery of the sentence (Ambar (1996/1998), Rizzi (1995/1997), a.o.), the aim of this paper is to show some evidence from the syntax and semantics of possessive pronouns in Romance languages that support the idea that:
(i) possessives behave like adjectives, overtly agreeing with the noun;
(ii) although being basically generated inside NP, possessive pronouns end up in a high position inside the DP where they maintain a relation with the subject of the discourse.
The syntax of some adjectives, in Romance languages, will support the idea that an extra high projection will receive adjectives, namely adjectives displaying an evaluative reading when preposed to the head noun. Assuming Rizzi (1995/1997) and Ambar (1996/1998), among others, we will argue that the referred projection is Evaluative Phrase. Both phenomena are related to discourse either by visible agreement (possessives) or by subjective meaning (evaluative adjectives) obtained in pre-nominal position.

2. Data and analysis
Possessives in Romance languages display a uniform pattern always showing morphological agreement with the head noun (cf. (1)), a behaviour similar to the one typical of adjectives (cf. (2)):
(1) a. o nosso [possessive, masculine] livro [masculine]
the our book
b. a minha [possessive, feminine] mesa [feminine]
the my table
(2) a. a menina [feminine, singular] bonita [feminine, singular]
the girl beautiful
b. o livro [masculine, singular] espesso [masculine, singular]
the book thick
Besides the adjectival agreement shown in possessive pronouns, Romance languages also show an agreement between the possessive and a subject of discourse. Thus if the possessive is projected inside NP (either in Spec or in Compl position) it will move out from there to check a person feature. Therefore the possessive must move up to the position where that feature may be checked: gP in (5). Furthermore we also assume that Romance languages always display a movement of the head noun (Cinque (1994) a.o.) to an agreement position, where Nº checks its number and gender features and, consequently, shares them with the Dº.
Based on identical evidence, Gonzaga (2003) has argued that both adjectives and possessives are base generated inside the NP: in [Spec, NP] and in [Compl, NP] positions. With nominalized nouns, where the argument structure is active, the Spec and Compl positions inside NP will be occupied by arguments interpreted as subject-agent and object-theme, respectively, that may have an adjective (cf. (4)) or possessive (cf. (3)) shape. In non nominalized nouns we assume that the two positions inside NP are also available for possessives as well as for adjectives.

(3) a. a invasão [da península Ibérica]theme [pelos bárbaros]agent
the invasion [of-the peninsula Iberian] [by-the barbarian]
b. a suatheme invasão [pelos bárbaros]agent
the its invasion by-the barbarians
(4) a. a invasão [bárbara]agent da península Ibéricatheme
the invasion barbarian of-the peninsula Iberian
b. a [sua]theme ocupação [bárbara]agent
the its occupation barbarian
We argue that the base structure for both (3) and (4) is the one in (5). After derivation we will obtain structures (6)-(8).
(5) [DP [Dº a [gP [EvaluativeP [AgrP [NP os bárbaros q-Agent] [Nº invasão [península Ibéricaq-Theme]]]]]]]]
bárbara sua
sua
(6) [DP [Dº a [gP suaj [AgrP invasãoi [NP suaj q-Agent] [Nº ti [(da) península Ibérica q-Theme]]]]]]]]
(7) [DP [Dº a [gP suaj [AgrP invasãoi [NP pelos bárbaros q-Agent] [Nº ti [suajq-Them]]]]]]]]
(8) [DP [Dº a [gP suaj [AgrP invasãoi [NP bárbaraq-Agent] [Nº ti [da península Ibéricajq-Theme]]]]]]]]
As far as adjectives displaying an evaluative reading are concerned, data will be given with adjectives moving to Evaluative Phrase (EvP) (pre-nominal) and with other that are base generated there (mero ‘mere’).
(9) a sua oportuna ocupação da península Ibérica
We argue for the existence of evaluative meaning when there is no factual evidence that the adjective has a role on delimiting the denotation of the noun. Furthermore, we will show that both possessive and adjective may co-exist in the DP structure supporting the idea that the two projections are separate and that they really exist.The proposal will be made upon data from different Romance languages, namely European vs. Brazilian Portuguese, Italian, Spanish and French, and from Germanic languages like English.

quinta-feira, março 02, 2006

Blogue do RAF

Visita o blogue do Rumo à Festa!

http://rumoafesta.blogspot.com

MG

Olá!

Depois de abandonarmos as cartas em papel e em correio normal veio o e-mail, agora blogamos...

O importante é comunicar!
;-)

MG

quarta-feira, dezembro 28, 2005